sábado, 30 de maio de 2015

Câncer de Mama


Resulta de uma proliferação incontrolável de células anormais, que surgem em função de alterações genéticas, sejam elas hereditárias ou adquiridas por exposição a fatores ambientais ou fisiológicos. As alterações genéticas podem provocar mudanças no crescimento celular ou na morte celular programada, levando ao surgimento do tumor.

Considerado problema de saúde pública, o câncer de mama é um grupo heterogêneo de doenças, que se manifesta pelas diferentes apresentações clínicas e morfológicas, variadas assinaturas genéticas e consequente variação nas respostas terapêuticas.

O processo de carcinogênese é, em geral, lento, podendo levar vários anos para que uma célula prolifere e dê origem a um tumor palpável. Apresenta os seguintes estágios:

  • Iniciação: fase em que os genes sofrem ação de fatores cancerígenos; 
  • Promoção: fase em que os agentes oncopromotores atuam na célula já alterada;
  • Progressão: caracterizada pela multiplicação descontrolada e irreversível da célula. 

Tipos de Lesões 


As lesões precursoras do carcinoma mamário como a hiperplasia ductal atípica, a neoplasia lobular e carcinoma ductal in situ apresentam alterações genéticas comuns aos carcinomas. Nem todas as lesões proliferativas epiteliais são precursoras, como as hiperplasias usuais, por exemplo. Entretanto lesões não proliferativas como as alterações colunares, são, de fato, precursoras do câncer.


  • Neoplasias lobulares são lesões não invasivas, localizadas ou extensas, que comprometem a unidade lobular e podem disseminar-se para os ductos. Recentemente reconhecidas como lesões precursoras, as neoplasias lobulares constituem achados incidentais de biópsias da mama, tendem à multicentricidade e à bilateralidade. 
  • Carcinoma ductal in situ é uma proliferação epitelial neoplásica intraductal que respeita a barreira da membrana basal. São classificados de baixo e alto grau, considerando o volume nuclear, a distribuição da cromatina e as características dos nucléolos. Tal classificação representa o grau de agressividade da lesão. 
  • Doença de Paget é um tumor raro que representa 0,5% a 4% das patologias malignas da mama, provoca prurido no complexo areolopapilar e apresenta-se inicialmente como um eritema e espessamento cutâneo, evoluindo para uma erosão cutânea eczematoide ou exudativa. 97% das pacientes portadoras dessa patologia apresentam um carcinoma subjacente. Nos casos subclínicos, o diagnóstico é feito por meio de exame histopatológico do complexo areolopapilar. 
  • Carcinoma invasivo da mama constitui um grupo de tumores epiteliais malignos que transpassam a membrana basal da unidade ductotubular terminal, invade o estroma e tem potencial para produzir metástases. 
  • Carcinoma ductal infiltrante é o tipo mais prevalente, com vários subtipos histopatológicos, alguns particularmente relacionados a um melhor prognóstico como os medulares, os mucinosos e os tubulares. Os linfomas, sarcomas e melanomas, embora raros, porém de pior prognóstico, podem ocorrer na mama.


Epidemiologia

O câncer de mama é o mais incidente em mulheres, representando 23% do total de casos de câncer no mundo e a causa mais frequente de morte por câncer em mulheres. No Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama também é o mais incidente em mulheres de todas as regiões, exceto na Região Norte, onde o câncer do colo do útero ocupa a primeira posição, segundo o INCA.

O Brasil apresenta valores intermediários no padrão de incidência e mortalidade por câncer de mama. Aqui em Sergipe temos uma taxa estimada de 40,52 casos para cada 100 mil mulheres, uma estimativa preocupante que nos norteia para aumento das atividades e exames preventivos.

Fatores de Risco 


Os principais fatores de risco conhecidos estão ligados à idade, aos fatores genéticos e aos endócrinos.

  • Idade (O mais importante fator de risco para o câncer de mama, cerca de 70 a 80% dos tumores são diagnosticados a partir dos 50 anos de idade);
  • Obesidade (principalmente quando o aumento de peso se dá após a menopausa)
  • Menarca precoce  (idade da primeira menstruação menor que 12 anos)
  • Nuliparidade
  • Menopausa tardia (instalada após os 50 anos de idade)
  • Ingestão regular de álcool (mesmo que em quantidade moderada – 30g/dia)
  • Sedentarismo
  • Historia familiar (predisposição genética corresponde cerca de 5 a 10% do total de casos)


 Segundo o “Documento de Consenso do Câncer de Mama” de 2004, são definidos como grupos populacionais com risco muito elevado para o desenvolvimento do câncer de mama:


  • Mulheres com história familiar de, pelo menos, um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama, abaixo dos 50 anos de idade. 

  • Mulheres com história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau com diagnóstico de câncer de mama bilateral ou câncer de ovário, em qualquer faixa etária.

  • Mulheres com história familiar de câncer de mama masculino. 

  • Mulheres com diagnóstico histopatológico de lesão mamária proliferativa com atipia ou neoplasia lobular in situ. Esse grupo representa cerca de 1% da população, devendo ser acompanhado com um olhar diferenciado, com indicação para rastreamento anual. 











Fonte:

Caderno de Controle de Canceres do Colo do Útero e da Mama
INCA - Instituto Nacional de Câncer



sexta-feira, 29 de maio de 2015

Linhas de Cuidado: Controle do Câncer de Colo do Útero e da Mama

Linhas de Cuidado dos Cânceres do Colo do Útero e da Mama implicam na organização de um conjunto de ações e serviços de saúde, estruturados com base em critérios epidemiológicos e de regionalização para dar conta dos desafios atuais onde os quadros relativos a esses cânceres são de alta relevância epidemiológica e social.

A organização da Linha de Cuidado envolve intervenções na promoção da saúde, na prevenção, no tratamento, na reabilitação e nos cuidados paliativos, englobando diferentes pontos de atenção à saúde, com o objetivo de alcançar bons resultados clínicos, a custos compatíveis, com base na evidência disponível na literatura científica.

Fonte: Inca


Atenção Básica / Atenção Primária à Saúde

As ações da Atenção Básica vão desde cadastro e identificação da população prioritária ao acompanhamento das usuárias em cuidados paliativos. É fundamental que a equipe conheça a sua população, com cadastro sistemático de todos os usuários da sua área adscrita. A partir desse cadastro, ela deve conseguir identificar todas as mulheres da faixa etária prioritária, bem como identificar aquelas que têm risco aumentado para a doença. Ao realizar o cruzamento entre as mulheres que deveriam realizar o exame e as que o realizaram, é possível definir a cobertura e, a partir daí, pensar em ações para ampliar o acesso ao exame.

As ações de prevenção da saúde são uma estratégia fundamental, não só para aumentar a frequência e adesão das mulheres aos exames, como para reforçar sinais e sintomas de alerta, que devem ser observados pelas usuárias. Além de abordagens para grupos específicos (por exemplo, gestantes, mães de crianças em puericultura, idosas), é fundamental que os processos educativos ocorram em todos os contatos da usuária com o serviço, estimulando-a a realizar os exames de acordo com a indicação.

A estratégia de mutirão em horários alternativos permite atingir mulheres que geralmente não conseguem ter acesso ao exame. Usuárias que não comparecem espontaneamente podem ser convocadas para realização do exame. Independente da forma de abordagem a mulher deve ser respeitada e abordada integralmente.

De posse do resultado, o profissional deve realizar a conduta de acordo com o resultado. Caso o resultado determine encaminhamento a outro serviço, é fundamental realizar uma solicitação de encaminhamento qualificada, com os dados relevantes sobre a usuária, sobre o quadro clínico e sobre o resultado do exame. Além disso, é necessário que a equipe acompanhe essa mulher, verificando a adesão ao tratamento.

Atenção Secundária à Saúde

Os serviços de atenção secundária são compostos por:

  • Unidades ambulatoriais, que podem ou não estar localizadas na estrutura de um hospital;
  • Serviços de apoio diagnóstico e terapêutico, responsáveis pela oferta de consultas e exames especializados. 
Eles devem servir de referência para um conjunto de unidades de Atenção Básica, prestando atendimento mediante encaminhamento. Alguns tratamentos também podem ser realizados nessas unidades, e caso mais graves, que necessitem de procedimentos mais complexos, devem ser encaminhados para as unidades terciárias.

Alguns desses serviços, também possuem ações de radiodiagnóstico, e são responsáveis por realizar mamografia e outros exames de imagem conforme organização regional. Além do atendimento à usuária, é fundamental que esse serviço forneça um relatório para a equipe da Atenção Básica em relação à alta. Esse relatório deve informar os procedimentos realizados, o diagnóstico, bem como orientações com relação ao seguimento e ao acompanhamento dessa usuária.


Atenção Terciária à Saúde

A atenção terciária é composta por serviços de apoio diagnóstico e terapêutico hospitalares. Com a atenção especializada ela constitui referência para a Atenção Básica dentro da lógica de hierarquização e regionalização do SUS.

A Rede de Atenção Terciária deve ser planejada com base em parâmetros populacionais, com oferta de um conjunto mínimo de procedimentos. No caso da atenção ao câncer, é o nível assistencial no qual são realizados os procedimentos cirúrgicos e de alta complexidade em oncologia:

  • Cirurgia oncológica, 
  • Radioterapia
  • Quimioterapia 
  • Responsável pela oferta ou coordenação dos cuidados paliativos dos pacientes com câncer.

Atribuições do Enfermeiro


  1. Atender as usuárias de maneira integral.
  2. Realizar consulta de enfermagem e a coleta do exame citopatológico, de acordo com a faixa etária e quadro clínico da usuária.
  3. Realizar consulta de enfermagem e o exame clínico das mamas, de acordo com a faixa etária e quadro clínico da usuária.
  4. Solicitar exames de acordo com os protocolos ou normas técnicas estabelecidos pelo gestor local.
  5. Examinar e avaliar pacientes com sinais e sintomas relacionados aos cânceres do colo do útero e de mama.
  6. Avaliar resultados dos exames solicitados e coletados, e, de acordo com os protocolos e diretrizes clínicas, realizar o encaminhamento para os serviços de referência em diagnóstico e/ou tratamento dos cânceres de mama e do colo do útero.
  7. Prescrever tratamento para outras doenças detectadas, como DSTs, na oportunidade do rastreamento, de acordo com os protocolos ou normas técnicas estabelecidos pelo gestor local.
  8. Realizar cuidado paliativo, na UBS ou no domicílio, de acordo com as necessidades da usuária.
  9. Avaliar periodicamente, e sempre que ocorrer alguma intercorrência, as pacientes acompanhadas em atendimento domiciliar, e, se necessário, realizar o encaminhamento para unidades de internação.
  10. Contribuir, realizar e participar das atividades de educação permanente de todos os membros da equipe.
  11. Participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da unidade básica de saúde.






Fonte:

Caderno de Controle de Canceres do Colo do Útero e da Mama
INCA - Instituto Nacional de Câncer







quarta-feira, 27 de maio de 2015

Politicas: Controle do Câncer de Colo do Útero e da Mama

A Política Nacional de Promoção à Saúde tem como um de seus objetivos promover a qualidade de vida e reduzir a vulnerabilidade e os riscos à saúde relacionados aos seus determinantes e condicionantes. Além disso, visa ampliar a autonomia e a corresponsabilidade de sujeitos e coletividades, inclusive o poder público, no cuidado integral à saúde, e minimizar e/ou extinguir as desigualdades de toda e qualquer ordem (étnica, racial, social, regional, de gênero, de orientação/opção sexual, entre outras).

O governo federal lançou o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, 2011–2022 que aborda quatro principais doenças:

  • Doenças do aparelho circulatório;
  • Respiratórias crônicas;
  • Diabetes e 
  • Câncer.
E os fatores de risco: tabagismo, consumo nocivo de álcool, inatividade física, alimentação inadequada e obesidade. Os objetivos do plano são:

  • Promover o desenvolvimento e a implantação de políticas públicas efetivas, integradas, sustentáveis e baseadas em evidências para a prevenção e o controle das DCNT e seus fatores de risco; 
  • Fortalecer os serviços de saúde voltados para a atenção aos portadores de doenças crônicas. 
Entre as metas nacionais propostas estão:

 • Aumentar a cobertura de mamografia em mulheres entre 50 e 69 anos.
 • Ampliar a cobertura de exame citopatológico em mulheres de 25 a 64 anos.
 • Tratar 100% das mulheres com diagnóstico de lesões precursoras de câncer.

 E as principais ações para o enfrentamento dos cânceres do colo do útero e da mama são:

 • Aperfeiçoamento do rastreamento dos cânceres do colo do útero e da mama;
 • Universalização desses exames a todas as mulheres, reduzindo desigualdades;
 • Garantia de 100% de acesso ao tratamento de lesões precursoras de câncer.

O desenvolvimento da Rede de Atenção à Saúde é reafirmado como estratégia de reestruturação do sistema de saúde, tanto na sua organização, quanto na qualidade e impacto da atenção prestada, como política pública voltada para a garantia de direito constitucionais de cidadania.




Saiba mais em DCNT Brasil







Fonte:

Caderno de Controle de Canceres do Colo do Útero e da Mama
HumanizaSUS - Ministério da Saúde





Humanização na Atenção Básica - Foco na Saúde da Mulher



"Eu uso a palavra Enfermagem na falta de uma melhor. Ela tem sido limitada para significar pouco mais do que a administração de medicamentos e a aplicação de emplastros. Ela deve significar o uso adequado de ar fresco, luz, calor, limpeza, tranquilidade, a seleção adequada e a administração de uma dieta - tudo a menos despesa de energia vital para o paciente." (Florence Nightingale)
Humanizar significa valorizar a qualidade técnica e ética do cuidado, associada ao reconhecimento dos direitos dos usuários.

HumanizaSUS


O Sistema Único de Saúde (SUS) vem avançando ao longo dos anos, dentro desse contexto temos a Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS – HumanizaSUS, que compreende como humanização a valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde. Os valores que norteiam essa política são:

  • A autonomia, o protagonismo dos sujeitos e a cor-responsabilidade entre eles;
  • Os vínculos solidários;
  • A participação coletiva nas práticas de saúde. 
HumanizaSUS

Acolhimento


O destaque de concretização da politica do HumanizaSUS é o “acolhimento”, que é um modo de operar os processos de trabalho em saúde de forma a dar atenção aos que procuram os serviços de saúde, ouvindo suas necessidades – através de um escuta qualificada – e assumindo no serviço uma postura capaz de acolher, escutar e pactuar respostas mais adequadas com os usuários. O acolhimento não é um espaço ou um local, e sim uma postura ética, não deve ter hora ou um profissional específico para fazê-lo, implica compartilhamento de saberes, necessidades, possibilidades, angústias e invenções.

Humanização e Acolhimento na Atenção Básica


A organização da atenção básica propicia encontros que podem ser produtivos entre os profissionais de saúde e entre estes e a população. Se considerar o diálogo, a convivência e a interação do que cada um traz, por meio das diversas formas de comunicação.

Os profissionais devem ser dotados de atitudes proativas que estimulem a adesão pela mulher desde as ações preventivas até o tratamento da doença. Aproveitando a presença da mulher nas unidades básicas de saúde em todos os atendimentos, inclusive enquanto a equipe de saúde dialoga sobre outras intervenções, potencializando dessa forma o seu papel de agente mobilizador.

As mulheres vivem mais do que os homens, porém adoecem mais frequentemente. A vulnerabilidade feminina diante de certas doenças e causas de morte está mais relacionada com a situação de discriminação na sociedade que a situação com fatores biológicos. É importante considerar as especificidades na população feminina – negras, indígenas, trabalhadoras da cidade e do campo, as que estão em situação de prisão e de rua, as lésbicas e aquelas que se encontram na adolescência, no climatério e na terceira idade – e relacioná-las à situação ginecológica, em especial aos cânceres do colo do útero e da mama.




Fonte:

Caderno de Controle de Canceres do Colo do Útero e da Mama
INCA - Instituto Nacional de Câncer




quarta-feira, 25 de março de 2015

Métodos de Barreira - Planejamento Familiar

São os métodos que colocam obstáculos mecânicos ou químicos à penetração dos espermatozóides no canal cervical. Os métodos de barreira disponíveis em nosso meio são: preservativos (condons ou camisinhas) masculinos e femininos; diafragma; e os espermaticidas químicos.

PRESERVATIVO MASCULINO

É um envoltório de látex que recobre o pênis durante o ato sexual e retém o esperma por ocasião da ejaculação impedindo o contato com a vagina, assim como impede que os microorganismos da vagina entrem em contato com o pênis ou vice-versa. É um método que, além de evitar a gravidez, reduz o risco de transmissão do HIV e de outros agentes sexualmente transmissíveis. Sua segurança depende de armazenamento adequado, da técnica de uso e da utilização em todas as relações sexuais.

Prazo de Validade: 

    • De três a cinco anos, variando de acordo com o fabricante.

Técnica de Uso:

Fonte

Benefícios Não-contraceptivos:

    • Ausência de efeitos sistêmicos;
    • Redução do risco de transmissão do HIV e de outros agentes sexualmente transmissíveis (DST);
    • Redução da incidência das complicações causadas pelas DSTs;
    • Possivelmente auxiliar na prevenção do câncer de colo uterino.

Atividades Específicas:

    • Avaliar a regularidade do uso do método;
    • Discutir com a mulher ou o casal sobre a possível interferência do método na espontaneidade sexual;
    • Orientar o casal para providenciar a reposição de novos preservativos antes que se acabe o seu estoque doméstico;
    • Reforçar as recomendações iniciais.

PRESERVATIVO FEMININO

É um tubo de poliuretano com uma extremidade fechada e a outra aberta, acoplado a dois anéis flexíveis também de poliuretano. O primeiro, que fica solto dentro do tubo, serve para ajudar na inserção e na fixação de preservativo no interior da vagina. O segundo anel constitui o reforço externo do preservativo que, quando corretamente colocado, cobre parte da vulva. 
O poliuretano, por ser mais resistente do que o látex, pode ser usado com vários tipos de lubrificantes. Forma uma barreira física entre o pênis e a vagina, servindo de receptáculo ao esperma, impedindo seu contato com a vagina, assim como impede que os microorganismos da vagina entrem em contato com o pênis ou vice-versa.

Prazo de Validade: 

    • Cinco anos a partir da data de fabricação.

Técnica de Uso:

Benefícios Não-contraceptivos:

  • Ausência de efeitos sistêmicos;
  • Redução do risco de transmissão do HIV e de outros agentes sexualmente transmissíveis;
  • Possivelmente auxiliar na prevenção do câncer de colo uterino.

Atividades Específicas:

  • Avaliar a regularidade do uso do método;
  • Discutir com a mulher ou o casal sobre a possível interferência do método na espontaneidade sexual;
  • Orientar o casal para providenciar a reposição de novos preservativos antes que se acabe o seu estoque doméstico;
  • Reforçar as recomendações iniciais.

DIAFRAGMA

Método anticoncepcional de uso feminino, consiste num anel flexível coberto no centro com uma delgada membrana de látex ou silicone em forma de cúpula que se coloca na vagina cobrindo completamente o colo uterino e a parte superior da vagina, impedindo a penetração dos espermatozóides no útero e trompas.

Para maior eficácia do método, antes da introdução, colocar, na parte côncava, creme
espermaticida. Entretanto, essa associação limita-se às mulheres com baixo risco para o HIV e
outras DST.

A taxa de falha: Primeiros 12 meses de uso do método, varia de 2,1%, quando utilizado correta e consistentemente, a 20%, em uso habitual.

Prazo de Validade: 

    • Cinco anos a partir da data de fabricação.
    • A vida média útil do diafragma é em torno de 3 anos.

Técnica de Uso:

Fonte

  • Após lavar as mãos, introduzir o dedo médio na vagina, dirigindo-o para trás;
  • Movendo suavemente o dedo dentro da vagina, procurar o colo uterino, cuja forma consistência se assemelham à ponta do nariz;
  • Quando colocar o diafragma, a usuária deve ser capaz de sentir o colo do útero através da borracha, portanto deve estar bem familiarizada com tal identificação;
  • O diafragma pode ser colocado antes da relação sexual (minutos ou horas) ou
    utilizado de forma contínua. (Durante a menstruação, o diafragma deve ser retirado, evitando, assim, a possibilidade de acúmulo de sangue na vagina/útero reduzindo o risco de infecção genital;
  • Usar o diafragma todas as vezes que mantiver relações sexuais, independente do período do mês;
  • Urinar e lavar as mãos antes de colocar o diafragma;
  • Antes de cada uso, examinar cuidadosamente o diafragma contra a luz, para assegurar-se da inexistência de defeitos ou furos;
  • Em caso de uso com geléia espermaticida, aplicá-la dentro da parte côncava do diafragma (mais ou menos uma colher das de chá).

Efeitos Secundários:

  • Irritação da vagina ou pênis;
  • Reação alérgica à borracha ou ao espermaticida;
  • Aumento da freqüência de infecções do trato urinário.

Benefícios Não-contraceptivos:

  • Ausência de efeitos sistêmicos;
  • Prevenir algumas DSTs (cervicites) e suas complicações;
  • Possivelmente auxiliar na prevenção do câncer de colo uterino.

Atividades Específicas:

  • Avaliar a regularidade do uso do método;
  • Verificar o estado de conservação do diafragma substituindo-o sempre que apresentar qualquer defeito.
  • Repetir a medida do diafragma:
    • Após cada parto.
    • Após abortamento.
    • Caso a mulher apresente aumento ou diminuição de peso superior a 5kg.
    • Após cirurgia vaginal ou perineal
    • A cada 2 anos rotineiramente.
  • Reforçar as recomendações iniciais.

Existem diversos métodos de barreira disponíveis nas Unidade de Saúde, como a exemplo do DIU, espermaticidas, Anel, etc. Os descritos acima são os de maior procura pelas usuárias(os). Consultem o manual de Planejamento Familiar do Ministério da Saúde e descubra mais!





Métodos Comportamentais - Planejamento Familiar

Métodos comportamentais são técnicas usadas para obter ou evitar a gravidez com a auto-observação de sinais e sintomas que ocorrem no organismo feminino ao longo do ciclo menstrual. Identificando o período fértil da mulher, o casal pode concentrar as relações sexuais ou abster-se.

Método Ogino-Knaus

Também conhecido como Ritmo, Calendário ou Tabelinha. Baseia-se no fato de que a duração da segunda fase do ciclo menstrual (pós-ovulatório) é relativamente constante, com a ovulação ocorrendo entre 11 a 16 dias antes do início da próxima menstruação. O cálculo do período fértil da mulher é feito a partir da análise de seu padrão menstrual prévio, durante 6 a 12 meses. A mulher que quiser usar este método deve ser orientada para registrar, durante pelo menos 6 meses, o primeiro dia de cada menstruação. 

Técnicas de uso do método:

  1. Verificar o número de dias de cada ciclo, contando desde o primeiro dia da menstruação até o dia que antecede a menstruação seguinte;
  2. Verificar o ciclo mais curto e o mais longo; 
  3. Calcular a diferença entre eles. Se a diferença entre o ciclo mais longo e o mais curto for de 10 dias ou mais, a mulher não deve usar este método.
  4. Para evitar a gravidez orientar a mulher e/ou casal para abster-se de relações sexuais com contato genital durante o período fértil (no exemplo abaixo, do 7° ao 23° dia).
  5. Determina-se a duração do período fértil da seguinte maneira: 
    • Subtraindo-se 18 do ciclo mais curto, obtém-se o dia do início do período fértil;
    • Subtraindo-se 11 do ciclo mais longo, obtém-se o dia do fim do período fértil;
No exemplo do quadro:
    • Início do período fértil = 25 – 18 = 7° dia 
    • Fim do período fértil = 34 – 11 = 23° dia 
Neste exemplo, o período fértil determinado foi do 7° ao 23° dia do ciclo menstrual (ambos os dias, inclusive), com uma duração de 17 dias.

Benefícios não-contraceptivos:

    • Ausência de efeitos sistêmicos;
    • Favorece o conhecimento da fisiologia reprodutiva. 

Atividades específicas:

    • Avaliar a qualidade dos registros e a capacidade da mulher e/ou do casal em cumprir as instruções de uso do método;
    • Refazer os cálculos com a usuária a cada 6 meses, sempre com base nos últimos 6 a 12 ciclos;
    • Reforçar as recomendações dadas na primeira consulta. 

Método da Temperatura Basal Corporal

Fundamenta-se nas alterações da temperatura basal. A temperatura basal corporal é a temperatura do corpo em repouso. Antes da ovulação, ela permanece num determinado nível baixo; após a ovulação, ela se eleva ligeiramente (alguns décimos de grau centígrado), permanecendo nesse novo nível até a próxima menstruação. Este aumento de temperatura é resultado da elevação dos níveis de progesterona, que tem um efeito termogênico. O método permite, portanto, por meio da mensuração diária da temperatura basal, a determinação da fase infértil pós-ovulatória.  

Técnicas de uso do método:

  1. A partir do primeiro dia do ciclo menstrual, verificar diariamente a temperatura basal, pela manhã, antes de realizar qualquer atividade e após um período de repouso de no mínimo 5 horas, use um termômetro comum;
  2. Registre a temperatura de cada dia do ciclo menstrual em papel quadriculado comum (0,5 cm = 0,1°C). Ligar os pontos referentes a cada dia, formando uma linha que vai do 1° ao 2° ao 3° etc. Cada ciclo menstrual terá seu gráfico próprio de temperatura basal corporal. 
  3. Verificar a ocorrência de um aumento persistente da temperatura basal por 4 dias no período esperado após a ovulação.
  4. O período fértil termina na manhã do 4° dia em que for observada a temperatura elevada;
  5. Para evitar a gravidez o casal deve abster-se das relações sexuais com contato genital durante toda a primeira fase do ciclo (pré-ovulatório) e até a manhã do dia em que se verificar a quarta temperatura alta acima da linha base, principalmente durante os primeiros meses de uso do método;
  6. Atentar para os seguintes fatores que podem alterar a temperatura basal, registrando-os no gráfico quando ocorrerem: 
    • Mudanças no horário de verificação da temperatura;
    • Ingestão de bebidas alcoólicas;
    • Recolher-se tarde da noite para dormir;
    • Perturbações do sono, sono interrompido;
    • Doenças como resfriados, gripes ou outras infecções;
    • Mudanças de ambiente;
    • Perturbações emocionais, fadiga, stress, entre outros;
    • Refeição muito próxima do horário de dormir;
    • Relações sexuais na madrugada.

Benefícios não-contraceptivos:

  • Ausência de efeitos sistêmicos;
  • Favorece o conhecimento da fisiologia reprodutiva. 

Atividades específicas:

  • Avaliar e registrar as dificuldades eventuais encontradas;
  • Avaliar a qualidade dos registros e a capacidade de sua interpretação pela mulher ou casal;
  • Reforçar as recomendações iniciais. 

Método do Muco Cervical ou Billings

Baseia-se na identificação do período fértil por meio das características do muco cervical e da sensação por ele provocada na vulva. O muco cervical é uma secreção produzida no colo do útero pelo epitélio glandular das criptas cervicais, que por ação hormonal apresenta transformações características ao longo do ciclo menstrual, possibilitando dessa maneira a identificação do processo ovulatório.

O muco cervical, no início do ciclo, é espesso, grumoso, dificultando a ascensão dos espermatozóides pelo canal cervical. O muco cervical, sob ação estrogênica, produz, na vulva, uma sensação de umidade e lubrificação, indicando o tempo da fertilidade, momento em que os espermatozóides têm maior facilidade de penetração no colo uterino. Nessa fase, o muco é transparente, elástico, escorregadio e fluido, semelhante à clara de ovo. 

Técnicas de uso do método:

  1. Observar, diariamente, a presença ou ausência de fluxo mucoso mediante sensação de secura ou umidade da vulva;
  2. Analisar as características do muco, de acordo com a seguinte descrição: pegajoso, turvo, elástico, claro, transparente ou sensação escorregadia;
  3. A presença do muco e sua modificação, com sensação de molhado ou de umidade, sempre indica o começo do período fértil;
  4. Aprender a distinguir o muco cervical das leucorréias e do fluido seminal (a principal característica do fluxo mucoso é a lubrificação).

Benefícios não-contraceptivos:

  • Ausência de efeitos sistêmicos;
  • Favorece o conhecimento da fisiologia reprodutiva. 

Atividades específicas:

  • Avaliar a qualidade dos registros e a capacidade de interpretação das modificações do muco cervical e das sensações.
  • Durante os retornos do período de aprendizagem (primeiros ciclos), se a mulher ainda não for capaz de distinguir entre os tipos de muco e sensações, e conseqüentemente não souber distinguir o dia Ápice, orientar para que se abstenha de relação sexual quando houver qualquer tipo de muco ou lubrificação, até a 4ª noite após este haver desaparecido, caso deseje evitar a gravidez.
  • Quando a mulher já tiver aprendido a distinguir bem os tipos de muco e sensações, orientar para que se abstenha de relações sexuais durante os dias de muco com características do período ovulatório (claro, elástico, conferindo sensação lubrificante), até a 4ª noite após o dia Ápice, caso deseje evitar a gravidez.
  • Reforçar as recomendações iniciais.  

Método Sinto-Térmico

Baseia-se na combinação de múltiplos indicadores da ovulação, com a finalidade de determinar o período fértil com maior precisão e confiabilidade. Ele combina a observação dos sinais e sintomas relacionados à temperatura basal corporal e ao muco-cervical, associada ainda a parâmetros subjetivos (físicos e ou psicológicos) indicadores de possível ovulação. Os parâmetros subjetivos relacionados com a ovulação podem ser, entre outros:

    • Dor abdominal;
    • Sensação de peso nas mamas, mamas inchadas ou doloridas;
    • Variações de humor e/ou da libido;
    • Outros sintomas e sinais (enxaqueca, náuseas, acne, aumento de apetite, ganho de peso, sensação de distensão abdominal, sangramento inter-menstrual entre outros). 
A mulher que desejar fazer uso deste método deve estar completamente familiarizada com as técnicas de cada um dos métodos comportamentais já descritas anteriormente.

Técnicas de uso do método:

  1. Observar, diariamente, a presença ou ausência de fluxo mucoso mediante sensação de secura ou umidade da vulva;
  2. Analisar as características do muco, de acordo com a seguinte descrição: pegajoso, turvo, elástico, claro, transparente ou sensação escorregadia;
  3. A presença do muco e sua modificação, com sensação de molhado ou de umidade, sempre indica o começo do período fértil;
  4. Aprender a distinguir o muco cervical das leucorréias e do fluido seminal (a principal característica do fluxo mucoso é a lubrificação).

Benefícios não-contraceptivos:

  • Ausência de efeitos sistêmicos;
  • Favorece o conhecimento da fisiologia reprodutiva.

Atividades específicas:

  • Todas as descritas para o acompanhamento de cada um dos métodos.

Método do Colar

É uma simplificação do método Ogino-Knaus, que facilita e encurta o tempo para ensinar/aprender a utilizar a abstinência periódica e proporciona um mecanismo para que o casal identifique com facilidade o período fértil do ciclo menstrual.

Também requer a análise do padrão menstrual da mulher nos últimos seis meses, mas apenas para verificar se os ciclos não foram mais curtos que 27 dias nem mais longos que 31 dias. As mulheres com ciclos mais curtos ou mais longos que 27 e 31 dias, respectivamente, não podem utilizar este método.

Técnicas de uso do método:

  1. O colar começa com uma conta de cor vermelha, que sinaliza o primeiro dia da menstruação;
  2. Segue-se por 7 contas de cor marrom, que indicam o período infértil do inicio do ciclo;
  3. As contas de 9 a 19 são de cor branca, para sinalizar o período fértil;
  4. A partir da 20ª até a 30ª, as contas são novamente de cor marrom, indicando o período infértil da segunda metade do ciclo menstrual;
  5. O Colar tem um anel de borracha preto que deve estar situado sobre a conta vermelha no primeiro dia da menstruação e deve mover-se diariamente à conta seguinte;
  6. Enquanto o anel preto estiver sobre as contas marrons, o casal pode ter relações sexuais com mínimo risco de engravidar. A partir do dia em que o anel chega às contas brancas, o casal deve abster-se de fazer sexo com penetração vaginal, até atingir novamente as contas marrons;

Benefícios não-contraceptivos:

  • Ausência de efeitos sistêmicos;
  • Favorece o conhecimento da fisiologia reprodutiva.

Atividades específicas:

  • Avaliar a capacidade do casal de anotar o 1º dia da menstruação, quando o anel de borracha deve estar sobre a conta vermelha, assim como de seguir as instruções de avançar o anel de borracha preta cada dia e de identificar os dias nas contas marrons como inférteis (podem ter relações sexuais) e os dias nas contas brancas como férteis (não podem ter relações sexuais).





terça-feira, 24 de março de 2015

Planejamento Familiar

Compreendido como o conjunto de ações que auxiliam as pessoas que desejam ter filho e que também pretendem adiar o crescimento da família. Direito assegura do pela Constituição Federal e pela Lei nº 9.263, de 1996.

No Brasil, a Política Nacional de Planejamento Familiar foi criada em 2007. Esta política inclui oferta de 8 (oito) métodos contraceptivos gratuitos e também a venda de anticoncepcionais a preços reduzidos na rede Farmácia Popular.

Em 2009, a política foi ampliada e houve maior acesso a vasectomias e laqueaduras, métodos definitivos de contracepção.

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

A atuação dos profissionais na assistência a anticoncepção envolve três tipos de atividades, que devem ser desenvolvidas de forma integrada:

    • Atividades educativas;
    • Aconselhamento;
    • Atividades clínicas.

Atividades Educativas:

Desenvolvidas para fornecer a clientela o conhecimento necessário para a escolha e posterior utilização do método contraceptivo mais adequado. Independente da metodologia aplicada, é importante que as práticas tenham caráter participativo, permitindo a troca de informações e experiências, e promover reflexão. A linguagem utilizada pelo profissional deve ser sempre acessível, simples e precisa.

Aconselhamento:

A ideia demarcada pelo aconselhamento é a troca. Um processo de escuta ativa individualizado e centrado no indivíduo. Visando estabelecer uma relação de confiança, possibilitando o indivíduo a reconhecer-se como sujeito de sua própria saúde e transformação. Essa prática pressupõe:
  1. A identificação e acolhimento da demanda do indivíduo ou casal, relacionadas ao planejamento familiar e prevenção de DST/AIDS;
  2. Avaliação de risco individual ou do casal para a infecção pelo HIV e outras DSTs;
  3. Reconhecimento pelo profissional de que o sucesso a ser alcançado depende da ação conjunta dos interlocutores (Profissional e cliente);

Atividades Clínicas:

Devem ser realizadas levando-se em conta que todo e qualquer contato que a mulher venha a ter com os serviços de saúde deve ser utilizado em benefício da promoção, proteção e recuperação da sua saúde. 

A primeira consulta deve ser feita após as atividades educativas, incluindo: a anamnese; exame físico geral e ginecológico, com orientação do auto-exame de mamas e levantamento do acompanhamento ginecológico; análise da escolha e prescrição do método anticoncepcional. As consultas subsequentes visam um atendimento contínuo para reavaliar a adequação do método em uso, bem como prevenir, identificar r tratas possíveis intercorrências.

ESCOLHA DO MÉTODO ANTICONCEPCIONAL

Ao escolher o método anticoncepcional a ser usado devem ser levados em consideração os seguintes aspectos:

    • A escolha da mulher, do homem ou do casal;
    • Características dos métodos;
    • Fatores individuais e situacionais relacionados aos usuários do método;

Características dos métodos:

    • Eficácia;
    • Efeitos secundários;
    • Aceitabilidade;
    • Disponibilidade;
    • Facilidade de uso;
    • Reversibilidade;
    • Proteção à DSTs e infecção pelo HIV.

Eficácia:

Dada através de uma taxa de falha que é calculada com o número de gestações não desejadas entre os usuários de um determinado método anticoncepcional nos primeiros 12 meses de uso. Assim, duas taxas podem ser encontradas para cada método: 

  • Por uso habitual -  taxa de falha entre os usuários sem considerar todas as dificuldades que possam ter sido encontradas durante o uso. 
  • Por uso correto -  taxa de falha que leva em conta apenas os usuários que fizeram o uso correto e consistente do método escolhido. 

Efeitos Secundários:

A ausência de efeitos secundários adversos seria a condição ideal, entretanto não é a realidade dos anticoncepcionais até os dias atuais. É importante saber que determinados métodos ocasionam mais efeitos secundários adversos que outros, sendo direito do usuário ser corretamente informado a respeito dessas diferenças. Além disso, o profissional de saúde deve estar capacitado para prevenir e tratar tais efeitos, assim como avaliar os riscos que o uso de determinados métodos possam acarretar à saúde.

Aceitabilidade:

É o grau de confiança que nele se tem. A motivação para seu uso e uma correta orientação do profissional de saúde são importantes fatores para o sucesso do método escolhido. Devemos estar a tentos a inadaptação psicológica e cultural a determinado método pode ser a maior causa de seu fracasso ou de mudança para outro método.

Disponibilidade:

O acesso gratuito aos métodos anticoncepcionais é condição fundamental para que a escolha do método se realize livremente, sem restrições. Nas situações em que a oferta de determinado método não seja possível, é da maior importância considerar o seu custo, avaliando a possibilidade do usuário arcar com ele.

Facilidade de Uso:

De nada adiantará a indicação de um método que tenha todas as qualidades anteriormente descritas se sua utilização for difícil, complexa ou não assimilada por grande parte da população. A maior parte das dificuldades relacionadas ao uso do método podem ser resolvidas com o adequado suporte do profissional de saúde.

Reversibilidade:

O ideal é que os métodos anticoncepcionais sejam completa e imediatamente reversíveis, e que uma vez interrompido seu uso, haja recuperação total da fertilidade correspondente à faixa etária do usuário. 

Proteção à DSTs e infecção pelo HIV:

A infecção pelo HIV traz conseqüências para o exercício da sexualidade e da reprodução. Torna-se urgente estimular a prática da dupla proteção, ou seja, a prevenção simultânea das  DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), a infecção pelo HIV/AIDS, e a gravidez indesejada.

Isso pode se traduzir no uso dos preservativos masculino e feminino ou na opção de utilizá-los em associação a outro método anticoncepcional da preferência do indivíduo ou casal. É de fundamental importância que os profissionais de saúde conversem com o indivíduo ou casal sobre DST e AIDS, dando uma percepção a respeito de situações de risco para essas infecções, favorecendo a adesão ao uso do preservativo. O diagnóstico para essas infecções deve ser oportunizado e garantido também nos serviços de planejamento familiar.

Fatores individuais relacionados aos usuários do método

    • Condições econômicas;
    • Estado de saúde;
    • Características da personalidade da mulher e ou do homem;
    • Fase da vida;
    • Padrão comportamental sexual;
    • Aspirações reprodutivas;
    • Fatores como medo, dúvidas e vergonha.




Referência

Portal Brasil
Caderno Ministério da Saúde


Ciclo Menstrual

São as alterações fisiológicas cíclicas decorrente da secreção alternada dos quatro principais hormônios: Estrógeno e progesterona (secretados principalmente nos ovários), hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo estimulante (FSH), secretados pela hipófise, conhecidos como hormonas pituitárias.
A hipófise é uma glândula endócrina situada na sela túrcica cavidade óssea localizada na base do cérebro.
A duração de um ciclo menstrual típico é de 28 dias, podendo variar entre os 21 e os 35 dias. Convencionou-se designar o primeiro dia da menstruação por "dia 1" do ciclo, porque o fluxo de sangue menstrual é a mais evidente das alterações que acontecem.

Fases do Ciclo Menstrual

Ciclo Menstrual

Fase Folicular:

No inicio do ciclo, quando a menstruação ocorre, há liberação hipofisária de pequenas quantidades de LH e FSH, que juntos provocam o crescimento e amadurecimento dos folículos ovarianos. O crescimento destes induz o aumento da produção de estrógeno, secretado em uma taxa crescente, estimulando a proliferação endometrial, e atingindo o seu pico pelo dia 12 do ciclo, 2 dias antes da ovulação.

Gráfico do comportamento do LH e FSH

Ovulação:

Na ovulação o nível de estrógeno continua a aumentar no seu corpo o que provoca um rápido aumento do LH. Esta liberação de LH faz com que o folículo dominante se rompa e liberte o óvulo maduro do ovário. O óvulo entra na trompa de Falópio através da fimbria, e esse é o processo da ovulação.

Fase Luteínica:

Ou fase secretora. Com a liberação do óvulo o folículo ovariano se transforma em corpo lúteo, uma estrutura endócrina temporária, que produz progesterona para se preparar para uma possível fecundação. Caso não haja a fecundação, este corpo lúteo e o óvulo serão expelidos na forma de menstruação.

A progesterona é fundamental ao fazer com que o endométrio se torne receptivo à nidação do blastocisto e capaz de oferecer condições para o primeiro estágio da gravidez.

Menstruação:

A progesterona causa a acumulação adicional do revestimento do útero em preparação para um óvulo fertilizado. Mas, o folículo vazio dentro do ovário começa a atrofiar, entretanto continua a produzir progesterona e começa a produzir estrogênio. À medida que o folículo vazio atrofia, se o óvulo não for fertilizado, os níveis de estrogênio e progesterona diminuem. Sem os elevados níveis de hormonas para ajudar a manter o revestimento espesso do útero acumulado, começa então a se decompor e o seu corpo libera o revestimento. Assim começa o período menstrual e dá início ao seu próximo ciclo menstrual.

Terminologias

Abaixo segue alguns termos técnicos.

Menarca - Primeira menstruação;
Menstruação - Sangramento vaginal; perda de sangue pela vagina;
Menorréia - Fluxo menstrual normal da mulher;
Amenorreia - Ausência de menstruação pelo período equivalente a 3 ciclos menstruais ou 6 meses;
Menóstase - Perda brusca da menstruação;
Menorralgia - Hemorragia menstrual;
Metrorragia - Sangramento fora do período menstrual;
Oligomenorreia - Menstruação insuficiente;
Hipermenorreia - Menstruação exageradamente abundante;
Hipomenorreia - Diminuição da hemorragia menstrual;
Espaniomenorreia- Intervalo maior que 45 dias entre as menstruações;
Menopausa - Interrupção fisiológica dos ciclos menstruais.




Referência:

Patton, Kevin T,; Thibodeau, Gary A. Sistema Genital. In: Estrutura e funções do corpo humano. 2002. 1ª Edição. Editora Manole. Barueri - São Paulo.




terça-feira, 3 de março de 2015

Anatomia: Sistema Reprodutor Feminino


O sistema reprodutor feminino é formado pelas gônadas (Ovários), tubas uterinas (Trompa de Falópio), útero, vagina e a vulva. Ele está posicionado na cavidade pélvica. A pelve constitui uma estrutura óssea forte que tem uma função protetora.

Argosy Medical

Ovários

´
São as gônadas femininas, os órgãos sexuais primários, produzem os hormônios sexuais femininos (estrógeno e progesterona) e os ovócitos secundários (células que se tornam óvulos, caso haja fertilização). Os ovários possuem o tamanho aproximado de um azeitona.

Tubas Uterinas / Trompas de Falópio


São dois ductos que unem o ovário ao útero. O seu epitélio de revestimento é formado por células ciliadas, cujo batimentos e os movimentos peristálticos das trompas impelem o gameta feminino até o útero. Normalmente a fertilização ocorre ainda em seu interior.

As tubas uterinas são formadas pelas seguintes partes: 
Mesoalpinge:  região onde ela se prende no útero, também chamada de intramural;
Istmo:  porção medial, de calibre menor, que se abre o útero;
Ampola:  região onde ela sofre a curvatura para encontrar o ovário;
Infundíbulo:  é a extremidade distal de cada tuba.


Útero


É um órgão oco, musculoso e possui forma de uma pêra invertida, situado na cavidade pélvica.É revestido internamente por um tecido vascularizado e rico em glândulas - o endométrio.

O útero é formado pelas seguintes regiões: 

Fundo do útero:  região próxima das ligações com as tubas uterinas.
Corpo:  porção superior do útero;
Istmo:  porção que se estreita logo abaixo do corpo;
Colo do útero:  região onde o istmo encontra a vagina e possui forma cilíndrica;
Óstio:  é a abertura do útero na vagina;


Vagina


Canal musculoso e de paredes elásticas que liga o útero a vulva, tem de 8 a 10 cm de comprimento. Na parede da vagina há células produtoras de muco para lubrificar a região durante a relação sexual, produzido pelas glândulas de Bartholin. A mucosa vaginal possui pH ácido para impedir a proliferação de microorganismos na região.

Próximo a entrada da vagina há uma membrana vascularizada - hímen - que fecha o orifício vulvo-vagina total ou parcialmente, ela protege a vagina e normalmente e rompe nas primeiras relações sexuais.

Vulva ou Pudendo


É a genitália externa. Compreende o monte púbis, os lábios maiores e menores, o clítoris, o bulbo do vestíbulo e as glândulas vestibulares maiores. São consideradas partes do sistema genital externo feminino o períneo e as glândulas mamárias.

Períneo: Região externa entre a vagina e o ânus;

Vulva ou Pudendo


Glândulas Mamárias: São formadas por 15 a 20 lobos, estão presentes em ambos os sexos. No homem não produzem leite, na mulher durante a puberdade, sob ação dos hormônios elas começam a se desenvolver.

A mama feminina é constituída por lóbulo, ductos e estroma. Na parte externa pelo mamilo e aréola.


Referência:

Carvalho. G.M., Enfermagem em Ginecologia, São Paulo. Ed. EPU. vol 1, 2004.







segunda-feira, 2 de março de 2015

Violência Contra a Mulher

A violência, e nesse caso em específico contra a mulher, pode se apresentar de formas e com graus de severidade diferentes. A palavra violência deriva do Latim "violentia", que significa "veemência, impetuosidade". Sua origem está relacionada com o termo "violação" (violare).

    • Violência de Gênero:
Qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, no ambiente público ou privado. É uma manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres, em que a subordinação não implica na ausência absoluta de poder.
    • Violência Intrafamiliar:
Toda ação ou omissão que prejudique o bem-estar, a integridade física, psicológica ou a liberdade e o direito ao pleno desenvolvimento de outro membro da família. Cometida dentro ou fora de casa por algum membro da família, incluindo pessoas sem laços de consanguinidade. O conceito de violência intrafamiliar não se refere apenas ao espaço físico onde a violência ocorre, mas também às relações em que se constrói e efetua.
    • Violência Doméstica:
Distingue-se da violência intrafamiliar por incluir outros membros do grupo, sem função parental, que convivam no espaço doméstico. Incluem-se aí empregados(as), pessoas que convivem esporadicamente, agregados. Acontece dentro de casa ou unidade doméstica. As agressões domésticas incluem:
      • abuso físico, sexual e psicológico;
      • Negligência e o abandono.
    • Violência Física:
Quando uma pessoa causa ou tenta causar dano não acidental, por meio do uso da força física ou de algum tipo de arma que pode provocar ou não lesões externas, internas ou ambas. O castigo repetido, não severo, também se considera violência física. Esta violência pode se manifestar de várias formas:
      • Tapas;  Empurrões; Socos; Mordidas
      • Chutes; Queimaduras; Cortes; Estrangulamento
      • Tirar de casa à força; Amarrar; Arrastar; Arrancar a roupa
      • Lesões por armas ou objetos; Abandonar em lugares desconhecidos
      • Danos à integridade corporal decorrentes de negligência (omissão de cuidados e proteção contra agravos evitáveis como situações de perigo, doenças, gravidez, alimentação, higiene, entre outros).
      • Obrigar a tomar medicamentos desnecessários ou inadequados, álcool, drogas ou outras substâncias, inclusive alimentos. 
    • Violência Sexual:
Atos ou tentativas de relação sexual sob coação ou fisicamente forçada, no casamento ou em outros relacionamentos. Cometida na maioria das vezes por autores conhecidos das mulheres envolvendo o vínculo conjugal (esposo e companheiro) no espaço doméstico, o que contribui para sua invisibilidade. Diversos atos sexualmente violentos podem ocorrer em diferentes circunstâncias e cenários. Dentre eles podemos citar: 
      • Estupro dentro do casamento ou namoro; Estupro cometido por estranhos;
      • Investidas sexuais indesejadas ou assédio sexual, inclusive exigência de sexo como pagamento de favores;
      • Abuso sexual de pessoas mental, fisicamente incapazes e de crianças; 
      • Casamento ou coabitação forçados, inclusive casamento de crianças;
      • Negação do direito de usar anticoncepcionais ou de adotar outras medidas de proteção contra doenças sexualmente transmitidas;
      • Aborto forçado;
      • Atos violentos contra a integridade sexual das mulheres, inclusive mutilação genital feminina e exames obrigatórios de virgindade;
      • Prostituição forçada e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual.
    • Violência Psicológica:
É toda ação ou omissão que causa ou visa causar dano á autoestima, à identidade ou ao desenvolvimento da pessoa. Inclui: 
      • Insultos constantes; Humilhação; Desvalorização; Chantagem
      • Isolamento de amigos e familiares; Ridicularização; Rechaço 
      •  Manipulação afetiva; Exploração; Ameaças 
      • Negligência (atos de omissão a cuidados e proteção contra agravos evitáveis como situações de perigo, doenças, gravidez, alimentação, higiene, entre outros);
      • Privação arbitraria da liberdade (impedimento de trabalhar, estudar, cuidar da aparência pessoal, gerenciar o próprio dinheiro, brincar, etc.); 
      • Confinamento doméstico; Criticas pelo desempenho sexual.
    • Violência Econômica/ Financeira:
Atos destrutivos ou omissões do(a) agressor(a) que afetam a saúde emocional e a sobrevivência dos membros da família. Inclui:
      • Roubo; 
      • Destruição de bens pessoais (roupas, objetos, documentos, animais de estimação e outros) ou de bens da sociedade conjugal (residência, móveis e utensílios domésticos, terras e outros);
      • Recusa de pagar a pensão alimentícia ou de participar nos gastos básicos para a sobrevivência do núcleo familiar;
      • Uso dos recursos econômicos da pessoa idosa, tutelada ou incapaz, destituindo-a de gerir seus próprios recursos e deixando-a sem provimentos e cuidados.
    • Violência Institucional:
Aquela exercida nos/ pelos próprios serviços públicos, por ação ou omissão. Abrange abusos cometidos em virtude das relações de poder desiguais entre usuários e profissionais dentro das instituições, até por uma noção mais restrita de dano físico intencional. Esta violência poder ser identificada de várias formas: 
      • Peregrinação por diversos serviços até receber atendimento;
      • Falta de escuta e tempo para a clientela;
      • Frieza, rispidez, falta de atenção, negligência;
      • Maus-tratos dos profissionais para com os usuários, motivados por discriminação, abrangendo questões de raça, idade, opção sexual, deficiência física, doença mental;
      • Violação dos direitos reprodutivos (discrição das mulheres em processo de abortamento, aceleração do parto para liberar leitos, preconceitos acerca dos papéis sexuais e em relação às mulheres soropositivas, quando estão grávidas ou desejam engravidar);
      • Desqualificação do saber prático, da experiência de vida, diante do saber científico. 


Referência:
Ministério da Saúde;
WHO (World Health Organization).World report on violence and health. Geneva: World Health Organization; 2002.





Políticas de Atenção à Saúde da Mulher

Nas primeiras décadas do século XX, a saúde da mulher foi integrada as políticas nacionais de saúde no Brasil. Mas eram limitadas as demandas relativas à gravidez e ao parto. Os programas materno-infantis foram elaborados nas décadas de 30, 50 e 70 e tinham uma visão restrita sobre a mulher baseada na sua especifidade biológica e papel social de mãe e doméstica.

Características desse programa era a verticalidade e a falta de integração com outros programas. As metas eram definidas pelo nível central, não avaliando as necessidades de saúde das populações locais. Resultando na fragmentação da assistência e o baixo impacto nos indicadores da saúde da mulher.

Taxa de Fertilidade dos 15 aos 49 anos, de mulheres com e sem plano de saúde.


Em 1984, o Ministério da Saúde elaborou o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM). O novo programa para a saúde da mulher incluía ações educativas, de diagnósticos, tratamento e recuperação, englobando a assistência à mulher em clínica ginecológica, no pré-natal, parto e puerpério, no climatério, em planejamento familiar, DST, câncer de colo de útero e de mama e outras necessidades. O PAISM deve contemplar a população feminina acima dos 10 anos de idade.
No contexto do PAISM, o conceito de atenção integral à saúde da mulher redimensiona o significado do corpo feminino na sociedade, expressando uma mudança de posição das mulheres. Sua adoção representou um passo significativo em direção ao reconhecimento dos direitos reprodutivos das mulheres. O PAISM foi pioneiro, inclusive no cenário mundial, ao propor o atendimento à saúde reprodutiva das mulheres e não mais a utilização de ações isoladas em planejamento familiar.

Mais que nunca, a proposta do PAISM é atual, e por sua força conceitual não deve ser abandonado. Ao contrário, devem-se redobrar os esforços no sentido de pressionar o governo a efetivar sua implementação em todo o país, em interesse de  promover um atendimento de boa qualidade à saúde reprodutiva.


Referência:
Osis. Maria J. M. D. , Paism: um marco na abordagem da saúde reprodutiva no Brasil.
Ministério da Saúde

Minha Monitoria

Na instituição de ensino a qual sou vinculada, sou monitora da disciplina Ensino Clínico II , esta corresponde aos cuidados à Saúde da Mulher. Desde 2014.2 venho exercendo tal função, e agora decidi compartilhar minha experiência, algumas estratégias desenvolvidas, roteiros e outros recursos que eu tenha utilizado e/ou venha a desenvolver.

A mulher é uma prioridade dentro da saúde pública. Além de cuidadora do lar e da família, ela é tida como força de trabalho para a sociedade. Dada suas peculiaridades, onde englobam-se os aspectos inerentes á saúde reprodutiva, concepção, puerpério, climatério e violência, a nossa atenção está cada vez mais voltada para a promoção de sua saúde.

Portanto, é exigido do monitor(a) postura, uma boa didática, comprometimento com o aprendizado. E sempre sanar suas dúvidas com o professor da disciplina. Essa atenção e cuidado nos mantém motivados a sempre trazer algo novo aos demais colegas e não cessar os estudos. Antes não costumava pensar na docência como uma opção de carreira e através da monitoria enxergo essa possibilidade.


Tem alguma dúvida ou curiosidade? Comente o post ou entre em contato.


O que é Monitoria

A monitoria, no ambiente universitário, é o exercício de assistência as aulas feita por um estudante em auxílio a um professor. Pode ser realizada no nível de graduação ou de pós-graduação. O aluno que exerce a monitoria é denominado monitor(a).

O monitor é um estudante que já cursou aquela disciplina, obteve um desempenho excelente e assim consegue auxiliar o professor com as turmas seguintes. Existem três métodos de escolher um monitor:

  1. Processo de seleção interna;
  2. Eleito pela turma;
  3. Designado pelo professor da disciplina.
É comum o monitor desempenhar a função voluntariamente para beneficiar-se da experiência e enriquecer o currículo com estágio em docência; ocasionalmente ele pode receber uma bolsa de auxílio.

A monitoria cria condições para a iniciação da prática na docência, desenvolvendo habilidades e competências próprias desta atividade. Estimula a participação dos alunos nos cursos de graduação.

Se você deseja ser um monitor garanta um bom desempenho nas disciplinas, principalmente naquela que mais lhe interessar. Procure saber se na sua universidade há seleção para monitoria, ou ainda expresse ao professor o desejo pela função.

"Só eu sei que quanto mais me preparo, mais sorte eu tenho." 
(Anthony Robbins)

Fontes:
Universidade de Brasília
Wikipédia